PRISIONEIRO DO TEMPO, © 2007
Tenho andado ciclicamente à procura
Da minha própria altura, tentando alcançar
Um ideal que parece sempre distante,
Mas nunca consigo esticar as pontas dos pés o suficiente.
Cada tentativa é um esforço renovado,
Uma busca incessante por algo maior,
Por um sentido, uma presença, uma essência,
Que me faça sentir inteiro, sem dor.
Mas a medida que procuro, mais me escapa,
Como se a altura que almejo fosse ilusória,
E mesmo esticando-me ao máximo,
Sinto que o chão ainda me prende, sem glória.
Talvez a verdadeira altura não esteja em crescer,
Mas em aceitar as limitações que me cercam,
E encontrar a plenitude não no alcance,
Mas no equilíbrio entre o ser e o querer.
Tenho andado ciclicamente à procura,
Mas talvez a resposta esteja no presente,
Na aceitação de que a minha altura já é suficiente,
Mesmo que não alcance o que a mente pretende.