PRISIONEIRO DO TEMPO, © 2007
A História cansa-me,
Talvez seja a razão da minha fraca memória,
Que se dissolve como areia ao vento,
Incapaz de reter o que o tempo me conta.
Nem consigo desenhar o passado
Nas telas dos meus olhos cansados,
As imagens desvanecem, sem cor,
E o que foi vivido, torna-se um eco distante.
Os detalhes escapam-me,
Como se nunca tivessem sido meus,
E o que deveria ser lembrança
Torna-se um vácuo, um vazio sem fim.
A História, essa grande narradora,
Cansa-me com sua insistência em reviver,
Mas eu, preso ao presente,
Perco-me no esforço de tentar compreender.
Talvez seja melhor assim,
Deixar que o passado descanse,
Enquanto sigo em frente,
Com a esperança de que o futuro
Seja mais nítido, mais presente,
E que a minha memória, um dia,
Encontre descanso na simplicidade do agora.