PRISIONEIRO DO TEMPO, © 2007
Sei que gostavam de ser como eu,
Poderem dar um eterno beijo ao céu,
Sentir a liberdade na ponta dos dedos,
E na traquinice brincar, envolto no seu véu.
Há uma leveza em viver assim,
Com o coração nas nuvens, sem pesar,
Onde os sonhos se misturam com a realidade,
E o impossível se torna um lugar para habitar.
Brincar com as estrelas,
Correr pelas estradas do vento,
Deixar que a imaginação voe sem fim,
E encontrar no simples o maior contentamento.
Sei que gostavam de tocar o infinito,
De sentir o mundo sem os pés no chão,
E na dança suave do universo,
Perder-se sem nunca perder a direção.
Mas essa é a magia que carrego,
Um dom que o céu me deu,
E enquanto o mundo observa de longe,
Eu continuo a beijar o céu,
E a brincar com os sonhos que nele se esconde.