PRISIONEIRO DO TEMPO, © 2007

Palavra que te armas em guerreira

Nas trincheiras da ilusão,

Tombam teus sonhos pela cegueira

Nos traços da minha mão.

Lutas com força, com fervor,

Em busca de sentido e razão,

Mas o peso do sonho é maior,

E desvaneces na escuridão.

Nas linhas que traço com cuidado,

Vejo-te cair, frágil e só,

Pois mesmo com a tua bravura,

Não escapas ao destino que te dói.

És a guerreira que se lança ao vento,

Que desafia o vazio, o esquecimento,

Mas nos sulcos da minha escrita,

Perdes a batalha, sem alento.

Palavra, que te armas em valente,

Saibas que o teu esforço não é em vão,

Pois mesmo tombada e silente,

Vives eternamente na emoção.