PRISIONEIRO DO TEMPO, © 2007

Sofro de uma figadeira mental,

Rejeito tudo porque sei, que será mais uma bebedeira virtual,

Um mergulho em um mar de ilusão,

Onde a realidade se desfaz em névoa digital.

Cada gole de informação,

Um trago amargo de desconexão,

E na ressaca do vazio,

Sinto o peso da saturação.

Recuso o banquete de dados,

As vozes que gritam sem fim,

Pois sei que ao me entregar a esse vício,

Perderei o pouco que ainda resta em mim.

Sofro de uma figadeira mental,

E prefiro a sobriedade do silêncio,

À embriaguez que a virtualidade traz,

Pois só na quietude encontro paz,

Longe da euforia que consome,

Longe do barulho que me toma.