PRISIONEIRO DO TEMPO 2 © 2008
Existe tanto sofrimento
Dentro do coração,
Guardado em silêncio, em lamento,
Como uma tempestade em contensão.
Cada mágoa, cada dor escondida,
Forma um peso difícil de suportar,
E no íntimo, a alma ferida,
Sente-se à beira de estourar.
Um simples alfinete, uma palavra,
Um gesto que fere sem intenção,
É o suficiente para romper a trava,
E rebentar com o balão da emoção.
O que antes estava contido,
Agora se espalha em mil pedaços,
E o sofrimento, antes retido,
Inunda o peito, como mar em descompassos.