ALMA GRANDE NO MEU PAÍS 2 © 2008
Renovo o meu prazer de ser, uma alma a endoidecer,
Nestes modos de dizer, sou novamente a morrer,
De uma forma diferente, sempre a perder,
Na procura de uma aragem quente, que me faça renascer.
A inalação intoxicada a exceder,
Pelos milhares de cigarros que fumei,
Guardados nos pulmões, ainda em chama,
À espera que as desilusões que sonhei,
Se queimem e se refresquem na lama.
Para serenar o meu rosto, feito cana-de-açúcar,
Sangrado pelas bocas afiadas da catana,
Em ímpeto de lâmina desferida,
Quero acabar de vez com esta ferida,
E ser, enfim, reluzente, uma estrela inanimada.