ALMA GRANDE NO MEU PAÍS 2 © 2008

Vejo-me pelos olhos de alguém a perder,

E deixo-me cair, para que os outros possam sorrir.

Para ter a certeza de que estou certo, coloco a humanidade em teste,

E logo na primeira aula, vejo-a a reprovar, sem prece.

Não consegue ultrapassar a fasquia,

Fica sempre aquém, presa numa agonia,

Como se atada a uma franquia, sem fim,

Obrigada a suportar os custos, a dor enfim.

Não consegue ficar isenta, livre de correntes,

Para, enfim, ser correta, nas escolhas que pressentes.

E eu, caindo, assisto ao fracasso silencioso,

De uma humanidade que se perde, num ciclo vicioso.