ALMA GRANDE NO MEU PAÍS 2 © 2008
Porque será que ainda resisto?
Quando é mais fácil mentir e roubar,
As ideias alheias são veneno que insisto,
A deixar correr nas veias, sem me desculpar.
Porque será que registo?
Nos papiros da corrupção sou desejado,
Por já ter roubado, sou agora o mestre maldito,
Mostrado ao reino como digno e decorado.
Para que a seguir seja o orientador dos incautos,
Circundando os inocentes do estertor,
E em recruta, lavar a alma dos renegados,
Fazendo dos novos os filhos da desorientação e da dor.
E assim, perdidos, se contorcem na cama,
A desgraça a um passo dos povos esquecidos,
Com os filhos da destruição, num triste drama,
Escrevo a história de um mundo em desvarios consumidos.