ÚLTIMO CICLO © 2008
Em silêncio pela penumbra, rastejo devagar,
Como soldado que busca, no escuro, escapar.
Evito as balas dos humanos, frios e insanos,
Olhares profanos, como canos, forjados há mil anos.
O ar é pesado, de um cheiro nauseabundo,
Fabricado nos esgotos, onde o mal é profundo.
Ratos mortos boiam, no rio de podridão,
Ecoam os gritos de um mundo em decomposição.
Mas sigo em silêncio, pelos corredores sombrios,
Desviando o olhar, de destinos tão frios.
A humanidade perdida, num ciclo sem fim,
Onde os mortos e os vivos se confundem assim.