ÚLTIMO CICLO © 2008

Livros em branco, absorvam sem demora,

A alma em manifestações, que grita e chora.

Precisa vomitar as ilusões que carrega,

Num alívio profundo, onde o coração se entrega.

A humanidade, perdida, não sabe criar laços,

Trava-se nos seus medos, embaraçada nos seus passos.

Mas se livremente pudesse dizer, sem rodeios,

Que a verdade nasce nos diálogos, nos anseios.

Quando alguém nos tece, com fios de ilusão,

Envolvendo-nos numa teia de pura criação,

Faz-nos sentir do mundo, um eterno artista,

Onde o palco é a vida, e o sonho, a pista.