ÚLTIMO CICLO © 2008

Dissecam toda a gente, como se fossem cadáveres frios,

Vasculham em silêncio, temendo vazios.

São os Senhores, presos na velha visão,

Herança fóssil dos seus ancestrais, sem renovação.

Mas o mundo gira, muda, pede transformação,

Já não há espaço para a estagnação.

Precisa-se de novos regentes, com mentes claras,

Que conduzam a humanidade a novas searas.

Não pode o mundo permanecer nas mãos do vício,

Encurralado pela máfia, que faz do medo ofício.

É tempo de se libertar, de erguer o olhar,

Para o horizonte novo, onde se pode edificar.

Uma nova mentalidade, com regras de igualdade,

Onde a humanidade floresça em plena liberdade.

Sem mais lágrimas por afeto, sem restos a comer,

Um mundo digno, onde todos possam viver.