ÚLTIMO CICLO © 2008

As palavras que neste verso se desenrolam,

Por vezes sem intenção, os excessos rolam.

Sabem que no infinito já não há lugar,

Para o tamanho do seu abraço a esgotar.

Lançam-se em arremesso, na fé que desfaz,

Transformando-se em poeira cética, incapaz.

Os olhos enigmáticos, que tudo vêm e conhecem,

Até a morte da cor política, que os interesses enobrecem.