ÚLTIMO CICLO © 2008
A infância, com pulmões plenos de vida e riso,
Nas veias corre o vigor, e o sonho impreciso.
A juventude tece ilusões, vividas a meias,
Entre brincadeiras e desejos, futuros sem areias.
Sonhava-se ser, um dia, algo maior,
A plenitude de viver o mundo ao redor.
Mas, no íntimo, guardavam-se as originais,
As experiências raras, puras e imortais.
Para, no momento incerto, o tesouro partilhar,
Com a magia de um inseto que na flor vai pousar.
Colher o amor, no perfume mais sincero,
E voar feliz, num reino de encanto etéreo.
Sem desconfiança, inalava-se o néctar,
Imaginando apenas o amor a prosperar.
Mas o excesso trouxe a dor, a lágrima então,
Fez-se aliança entre o choro e o coração.