ÚLTIMO CICLO © 2008
As cinzas divididas em sete lamparinas,
À deriva, flutuam nas correntes finas.
O destino as leva, sem pressa, sem saber,
Que o fim, ao entardecer, é apenas um renascer.
É uma escala suave, uma nova nota a vibrar,
No coração que em pranto começa a cantar.
Na cova, o canto ecoa, não como lamento,
Mas em regozijo pela vida, um momento.
Feita melodia serena, amena, tão pura,
Como um carinho de filho, doce ternura.
A mão que afaga o rosto cansado,
Na novena, onde o amor é sagrado.