UM GRITO EM LIBERDADE © 2008

Sou o espírito da vida,

O dia traz-me definido,

Moro à beira real da sida,

Numa onda desprotegida.

Que vai e vem, sem ainda

Me atingir arrependida,

Flutuo na margem da dúvida,

Na espera que nunca finda.

Quando será o fim?

Pergunto ao meu olhar de mim,

Que se perde no reflexo,

Sem encontrar o seu fim.

E assim sigo, desvanecido,

Num ciclo que nunca cessa,

À procura de um sentido,

Que a alma, em silêncio, confessa.