UM GRITO EM LIBERDADE © 2008

As lágrimas da minha própria dor

Não são suficientes para o meu coração,

Necessito das alheias em dissabor,

Que me preencham de angústia e emoção.

E quando assim não acontece, ando vazio,

Leve, levado pelo vento na sua brisa suave,

Sem a combustão necessária ao meu riso,

Que faria a gargalhada final ecoar como ave.

Sem esse choro alheio que me invade,

Fico suspenso entre o nada e o sentir,

Como se a vida, sem dor, não trouxesse a verdade,

E o riso fosse apenas um eco a fugir.

Então, procuro a tristeza que me eleva,

A angústia que enche o meu ser de emoção,

Pois só nela encontro a chama que me leva

A viver plenamente cada pulsar do coração.