UM GRITO EM LIBERDADE © 2008

Pensam vocês que detêm o poder eterno,

Para continuar na terra com esta guerra,

Mas digo-vos que, bem mal pensado, eu sou,

Mais que um ódio inesperado, eu sou o eco,

Do amor que trago, e já não é amargo,

Pois quando o sorvo, vejo um soldado tombado.

O sangue que corre não mais me desperta,

A chama de rancor que um dia ardia,

Agora é apenas uma lembrança incerta,

Pois no amor encontro a minha valia.

Pensam vocês que a guerra é o destino,

Mas em cada queda, eu vejo o divino,

E mesmo que o caos encha o ar,

O sabor do amor é o que vem a ficar.

O soldado tombado, é um reflexo meu,

Que, na dor, encontrou um céu,

E ao tombar, não perdeu a razão,

Mas encontrou paz no seu coração.