UM GRITO EM LIBERDADE © 2008

Sei que o que escrevo está fora do tempo,

Um eco distante, um sopro incerto,

O compasso de espera que nunca acertou,

Com o momento ideal, o acorde correto.

As palavras que fluem são desajustadas,

Como notas soltas num ritmo desigual,

E enquanto o mundo segue as batidas marcadas,

Eu procuro uma melodia fora do normal.

Cada verso que crio, uma tentativa,

De encontrar o instante perfeito, essencial,

Mas o tempo escapa-me, é furtivo,

E o meu canto permanece intemporal.

E assim, sigo, escrevendo na contradição,

Buscando harmonia no caos emocional,

Porque sei que, mesmo fora de estação,

O que escrevo ainda pode ser vital.