REFLEXÕES © 2011

Eu que amei, como se ama uma só vez na vida,

Com a intensidade de uma chama

Que nunca mais será reacendida.

Feito uma ave incapaz de voltar a voar,

Com a asa partida, vagueio no céu da saudade,

Perdido na ausência do teu olhar.

Resta-me somente a recordação,

De um voo rasante na memória,

Um eco distante de uma paixão.

Que se desfez na sombra da história,

E deixou no peito a desolação.

O meu triste coração, que outrora pulsava por ti,

Agora bate em silêncio, num ritmo de saudade sem fim.