REFLEXÕES © 2011
Sou o género de estrela
Que habita no céu,
Brilhando serena e distante,
Sob o vasto e eterno véu.
Todos admiram o meu fulgor,
Mas ninguém me alcança,
Pois vivo na imensidão do horizonte,
Onde o sonho se perde e a esperança dança.
Sou luz que guia, mas nunca se toca,
Um mistério guardado entre o infinito,
A estrela que cintila e provoca,
Sempre presente, mas num espaço restrito.
E assim, permaneço a brilhar,
Solitária, mas cheia de esplendor,
Pois, mesmo sem me poderem alcançar,
Sou eterna no olhar de quem me vê com amor.