REFLEXÕES © 2011
Eu que vivo há mais de mil anos,
Aqui estou, em velhice e mistério,
Observando o ciclo eterno dos enganos,
A aguentar os erros da humanidade, sério.
Testemunhei séculos de promessas e quedas,
De guerras, de paz, de sonhos desfeitos,
Vi corações acenderem-se em esperanças,
Para depois se apagarem, insatisfeitos.
E aqui permaneço, silencioso e atento,
Carregando o peso do tempo nas mãos,
Enquanto o mundo, em seu tormento,
Repete os mesmos erros, os mesmos planos.
Mas, apesar da dor que carrego em mim,
Ainda espero que a humanidade aprenda, enfim.